Faz tempo que não vos contemplo com meus textos; pra mim é frustrante, penso em vários temas, mas não consigo desenvolver nenhum seriamente. Ao fazer um Blog, com ele veio um certo comprometimento, fiz para publicar algumas coisas que escrevesse, e até agora, só alguns rabiscos em forma de texto, como entrada...
Vou adiar o prato principal e vos oferecer mais uma voltinha na mesa de bufê de saladas.
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Paulistanas, nova-iorquinas, parisienses, não importa onde estiverem, o quanto são experientes com homens ou vidradas por eles, elas entendem bem os filhos de Adão. Tem algumas feministas, que dizem que homens são apenas duas bolas e um pênis; existem as românticas que vão contra isso, por esperarem que eles sejam mais que um órgão genital. Porém, se encaixando no grupo que for ou tendo qualquer ideologia feminista ou pensamentos sobre a sua independência, a mulher necessita deles de algo forma. [Lésbicas, é nessa hora que a cortina desce pra vocês].
A necessidade feminina por homem não é tanta quanto à necessidade por companhia e carinhos masculinos. Muitas mulheres se escondem atrás de imagens forçadas: “Gosto de trabalhar, não preciso de homem”, “Meu trabalho me satisfaz”, “Eu tenho meu gato ou cachorro que me faz companhia”, não discordo que homem não é um vício para todas e nem um objeto de desejo constante. Mas não tem uma mulher que, realmente, prefira passar uma noite de sexta trabalhando sozinha com seu cachorro, invés de estar ao lado de um homem.
Sou fanática por “Sex and the city”, e minha idéia masculina vem toda desse seriado. Até porque tenho apenas 18 anos, sem muita vivência para uma análise mais profunda. Porém, Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte se encarregaram de me ensinar algumas coisas.
“Sex and the city” mostra a vida de quatro mulheres balzaquianas bem sucedidas em Nova Iorque. Cada uma com sua personalidade e seu jeito de agir -Samantha faz sexo, Charlotte faz amor- mas todas se assemelham na busca constante por homem. Enquanto Samantha busca pênis, Charlotte busca coração, Miranda se importa com sua carreira e Carrie quer sexo e (com) amor. Os capítulos giram em torno delas discutindo apenas sobre eles e trocando experiências.
Objetivos diferentes e mesma meta: homem. E isso me assusta um pouco, por mais que elas se confortem e busquem na amizade a falta que um companheiro faz, elas não conseguem deixar de falar sobre eles, pensar neles, viver em busca deles. A Charlotte é dependente ao extremo de homens, ao ponto de mudar sua vida em função da sua alma-gêmea, pra ela os homens são os pneus do carro, essencial. Miranda e Samantha não, necessariamente, dependem deles, mas para elas, eles são os bancos, traz conforto (e prazer). Já para Carrie (protagonista) eles são o cambio, necessários, porém em uma decida ele não é o primordial.
O final da última temporada é digno de Manoel Carlos - com cem vezes mais glamour - final perfeito, todo mundo acaba feliz e acompanhado, todas estão apaixonadas, com seus respectivos amores.
Não sei se o que me fez escrever sobre elas, se é o fato de mulheres necessitarem tanto de um homem, ou o fato de terminarem “casadas” sendo que se preocupavam em não necessitar deles e em considerá-los como acessórios. Exceto a Charlotte.
Todo seriado, assim como novela, necessita de um fim, e para alegria dos espectadores ele é feliz. Mas, e as mulheres que vivem a realidade, e não tem nenhum escritor pra ajeitar seu fim, fazem o que? Apegam-se em cachorros? Saem à caça? Esquecem deles e os usam apenas para prazeres sexuais?
Com 50 anos até o vibrador está dizendo chega e os cachorros com nome de gente (que substituíram os filhos e a família que as “tiazonas” não conseguiram construir) estão pulando da varanda.
Elas existem em São Paulo, Nova Iorque, Paris. Assim como existem Carries, Mirandas, Charlottes e Samanthas por toda parte. O que não pode existir são os pensamentos feministas extremistas e as independentes excessivas. Homem é bom, para alguma coisa ele serve, não podemos o tornar a peça principal, mas uma boa calça jeans no armário ele é, cai bem e ainda quebra um galho.
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Esse texto improvisado e descontraído dedico as pessoas que nesse período de seca do meu blog me elogiaram e disseram adorar e achar interessante, me dando inspiração para escrever.
E um abraço especial para a peça chave do meu guarda-roupa.
Thursday, February 15, 2007
Thursday, January 18, 2007
Réponse
Recebi certas ofensas no meu último post, de caráter obviamente pessoal e sem relação com o texto.
Elas mostram duas coisas:
A repetição do tema (vestibular, e impropérios) e das ofensas mostram um intelecto particularmente raso dessa patética personagem, e uma deficiência temática quanto à criticada (hello) por parte do acintador.
É óbvio que um xingamento anônimo não merece nenhum tipo de relevância, mas uso o espaço para rebater e provocar o incitador:
Não imagino quem seja a pessoa, mas digo que não tenho conhecimento de ninguém que me dê a dignidade de me considerar inimiga. No muito, tem meu desprezo.
E que, como Freud explica, esse tipo de ofensa deve vir de alguém que passa parte consideravel de seu tempo livre a pensar em mim. A linha entre o amor e o ódio é tênue. Penso em rejeição ou inveja, mas seria creditar demais consideração à esse animal.
No mais, espero que tenha se sentido satisfeito com sua ofensa. Também estou. Sinto-me feliz em fazer a felicidade dos filistinos. Descarreguem a má qualidade da sua vida privada em mim. É uma coisa baixa, mas o que fazer quando tudo que se tem é isso?
Adieu.
Elas mostram duas coisas:
A repetição do tema (vestibular, e impropérios) e das ofensas mostram um intelecto particularmente raso dessa patética personagem, e uma deficiência temática quanto à criticada (hello) por parte do acintador.
É óbvio que um xingamento anônimo não merece nenhum tipo de relevância, mas uso o espaço para rebater e provocar o incitador:
Não imagino quem seja a pessoa, mas digo que não tenho conhecimento de ninguém que me dê a dignidade de me considerar inimiga. No muito, tem meu desprezo.
E que, como Freud explica, esse tipo de ofensa deve vir de alguém que passa parte consideravel de seu tempo livre a pensar em mim. A linha entre o amor e o ódio é tênue. Penso em rejeição ou inveja, mas seria creditar demais consideração à esse animal.
No mais, espero que tenha se sentido satisfeito com sua ofensa. Também estou. Sinto-me feliz em fazer a felicidade dos filistinos. Descarreguem a má qualidade da sua vida privada em mim. É uma coisa baixa, mas o que fazer quando tudo que se tem é isso?
Adieu.
Tuesday, January 16, 2007
“I have two addictions: green eyes and cigarettes” Grande Big.
Pensando seriamente em que escrever, depois de dias no jejum, resolvi me entregar ao primeiro pensamento que viesse a minha cabeça. Vícios. Não penso nisso, até porque vícios são ótimos para se ter e não para se pensar. Sem idéia para o começo; para o meio, muito menos para o fim, vou deixar fluir.
Sem o esqueletozinho e ainda tento escrever? Cansei de ler, cansei de ver filmes por hoje, já ouvi um número razoável de músicas, já até me matriculei em um curso de boxe chinês. Depois dessa posso escrever até sobre o Noam Chomsky, que ninguém vai reclamar.
Recorri a uma versão on-line do pai dos burros. Vício:
1 defeito ou imperfeição grave de uma pessoa ou coisa
2 qualquer deformação que altere alguma coisa física ou funcionalmente
3 disposição natural para praticar o mal e cometer ações contra a moral; depravação.
...Supérfluo, prejudicial ou censurável. Nada que fuja a uma única idéia: não tenha vícios, eles te deterioram.
Não consegui imaginar um amigo, sem pelo menos um vício: cerveja, água ardente, vinho, sexo, malrboro, lucky strike, maconha, compras, videogame, cartão de crédito, viola, doce, academia, filme, beijar, dormir, reclamar, vício solitário. (Poderia enumerar algumas dezenas). Agora, pensem vocês, se encaixem em seus respectivos vícios e lembrem: “defeito ou imperfeição grave de uma pessoa”.
Contemplo esse texto citando, João Pereira Coutinho, “Conheço pessoas que não fumam. E conheço pessoas que não fumam e não querem que os outros fumem. As primeiras são infelizes. As segundas são miseráveis.” Não estou influenciando ninguém a fumar, apenas alerto-os de suas infelicidades e atos miseráveis.
Depravação ou satisfação? Eu me satisfaço comendo muito, ou tomando uma Skol bem gelada. Garanto que vocês, pequeninos com pelotas entre as pernas, também se sentem satisfeitos quando estão chegando lá -a mão cansada- porém, o prazer e a satisfação são maiores. Em algum momento se sentem depravados?
¬ " A melhor maneira de se livrar da tentação é cair nela" Oscar Wilde¬
Eu apelido o vício de prazer, me fale de um vício que eu não te respondo com um prazer tentador embutido nele! Agora, pergunto-lhes, é a tentação de viver prazerosamente ou a vontade de cometer ações contra a moral?
Joguemos tudo pro céu, e pedimos Glória a Deus.
Acho que não escrevi sobre o vício, tentei continuar minha discussão sobre o niilismo de hoje, não que eu seja (niilista) ou concorde. Mas essa corrente filosófica me chamou atenção, os princípios morais estão sendo esquecidos por falta do que fazer, rebeldia, ou foi a Revolução de 68?
Não sei continuar. Não tenho como continuar, iria negar minhas afirmações anteriores, sou uma radicalzinha dividida e confusa de 18 anos com uma vida normal de adolescente, porém, minha mãe corroeu metade de meu cérebro, e o conservadorismo em mim tenta falar mais alto.
Sem o esqueletozinho e ainda tento escrever? Cansei de ler, cansei de ver filmes por hoje, já ouvi um número razoável de músicas, já até me matriculei em um curso de boxe chinês. Depois dessa posso escrever até sobre o Noam Chomsky, que ninguém vai reclamar.
Recorri a uma versão on-line do pai dos burros. Vício:
1 defeito ou imperfeição grave de uma pessoa ou coisa
2 qualquer deformação que altere alguma coisa física ou funcionalmente
3 disposição natural para praticar o mal e cometer ações contra a moral; depravação.
...Supérfluo, prejudicial ou censurável. Nada que fuja a uma única idéia: não tenha vícios, eles te deterioram.
Não consegui imaginar um amigo, sem pelo menos um vício: cerveja, água ardente, vinho, sexo, malrboro, lucky strike, maconha, compras, videogame, cartão de crédito, viola, doce, academia, filme, beijar, dormir, reclamar, vício solitário. (Poderia enumerar algumas dezenas). Agora, pensem vocês, se encaixem em seus respectivos vícios e lembrem: “defeito ou imperfeição grave de uma pessoa”.
Contemplo esse texto citando, João Pereira Coutinho, “Conheço pessoas que não fumam. E conheço pessoas que não fumam e não querem que os outros fumem. As primeiras são infelizes. As segundas são miseráveis.” Não estou influenciando ninguém a fumar, apenas alerto-os de suas infelicidades e atos miseráveis.
Depravação ou satisfação? Eu me satisfaço comendo muito, ou tomando uma Skol bem gelada. Garanto que vocês, pequeninos com pelotas entre as pernas, também se sentem satisfeitos quando estão chegando lá -a mão cansada- porém, o prazer e a satisfação são maiores. Em algum momento se sentem depravados?
¬ " A melhor maneira de se livrar da tentação é cair nela" Oscar Wilde¬
Eu apelido o vício de prazer, me fale de um vício que eu não te respondo com um prazer tentador embutido nele! Agora, pergunto-lhes, é a tentação de viver prazerosamente ou a vontade de cometer ações contra a moral?
Joguemos tudo pro céu, e pedimos Glória a Deus.
Acho que não escrevi sobre o vício, tentei continuar minha discussão sobre o niilismo de hoje, não que eu seja (niilista) ou concorde. Mas essa corrente filosófica me chamou atenção, os princípios morais estão sendo esquecidos por falta do que fazer, rebeldia, ou foi a Revolução de 68?
Não sei continuar. Não tenho como continuar, iria negar minhas afirmações anteriores, sou uma radicalzinha dividida e confusa de 18 anos com uma vida normal de adolescente, porém, minha mãe corroeu metade de meu cérebro, e o conservadorismo em mim tenta falar mais alto.
Monday, January 08, 2007
La introducción
Paul Cézanne: "Um pedreiro que pintava com a colher" Édouard Manet.
Um artista que passou de fracassado a grandioso, de esquecido e rejeitado a referência impressionista. "Toda arte contemporânea deve à Cézanne o conceito de autonomia da forma e sua independência em relação aos dados naturais ou emocionais". Eis Cézanne, e sua grandiosa evolução!
Não me comparo a um grande artista, mas espero uma grande evolução, começo esse Blog sem inspiração. Nem ao menos idéias eu tenho -God, why i´m getting myself into this?.
Infelizmente ou felizmente, 2007 cheio de mudanças: cursinho, São Paulo, no parents, no friends; então resolvi me esforçar (palavra que anda esquecida pra mim) e voltar a escrever: não o faço há tempo. E espero mudanças a la Cézanne! Cézanne não é minha real inspiração, ele é apenas o empurrão!
Fui impulsionada pela tentativa de transformar meu ócio, em um ócio criativo. “Quem não tem cão, caça com gato” (é essa a verdadeira expressão?) As férias irão até março, e as noites iriam continuar vagas... filmes, filmes e mais filmes... Expuseram-me o gato: Blog. É uma opção, porque não desenferrujar e apresentar algumas coisas aqui? I´ll try!
Um artista que passou de fracassado a grandioso, de esquecido e rejeitado a referência impressionista. "Toda arte contemporânea deve à Cézanne o conceito de autonomia da forma e sua independência em relação aos dados naturais ou emocionais". Eis Cézanne, e sua grandiosa evolução!
Não me comparo a um grande artista, mas espero uma grande evolução, começo esse Blog sem inspiração. Nem ao menos idéias eu tenho -God, why i´m getting myself into this?.
Infelizmente ou felizmente, 2007 cheio de mudanças: cursinho, São Paulo, no parents, no friends; então resolvi me esforçar (palavra que anda esquecida pra mim) e voltar a escrever: não o faço há tempo. E espero mudanças a la Cézanne! Cézanne não é minha real inspiração, ele é apenas o empurrão!
Fui impulsionada pela tentativa de transformar meu ócio, em um ócio criativo. “Quem não tem cão, caça com gato” (é essa a verdadeira expressão?) As férias irão até março, e as noites iriam continuar vagas... filmes, filmes e mais filmes... Expuseram-me o gato: Blog. É uma opção, porque não desenferrujar e apresentar algumas coisas aqui? I´ll try!
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