Tuesday, December 04, 2012

Goethe, Aleksandr Sokurov e Bruno Delbonnel, no minímo interessante!

"Fotografia" de Bruno Delbonnel, "Fausto". 

‎"A maneira alemã de se emocionar tem sua própria coloração, sua própria tonalidade. Eu fiquei obcecado em conseguir captar e reproduzir visualmente esse sentimento"

Me diz se não dá vontade de desligar o computador e correr pro cinema?

"Tudo é sinistro e grotesco nessa fábula narrada em tom sépia, com imagens em formato quadrado, numa referência aos primórdios do cinema que remete à cena primitiva das perversões modernas. 
Logo na primeira cena, o dr. Fausto remexe as entranhas de um cadáver à procura do segredo da alma. Em seguida, cai nas garras de um agiota no qual identificamos Mefistófeles e que o faz perambular triunfante por tavernas e termas da aldeia alemã. Ali, encontra Margarida, cuja presença angelical contrasta com o corpo repugnante do usuário de almas." CLAP CLAP! Bravo! 
(Manuel da Costa Pinto). 

Sokurov, me espera!