Wednesday, November 17, 2010

Lapso narcísico;

A sua imobilidade diz mais do que sua face
A jaula diz mais sobre seus instintos do que eles hão de saber
- O que é instinto se não a razão sem pudores?-
As pedras dizem mais dos humanos do que o animal imagina
Não, diz o indefeso leãozinho
E os risos dão tom ao sentido medíocre que a vida tem
- o que são garras se não o limite do desejo alheio?-
Acuado, perde o sentido
façam o que quiserem, pensa
O que vocês têm são só expressões
Da natureza se encarrega a incompletude e a insuficiência.

Victoriana Leonora, São Paulo, 17/10/2010

3 comments:

Victoriana.Leonora said...

- todos os poemas tem uma pré-concepção de si mesmo, o que digo é que falta intuição para ligar palavras
-mas pra causar empatia com as pessoas, vc precisa de imagens, precisa distanciar os poemas de si mesmaentendeu?.
-sim, mas vc jogou os passarinhos da arvore sem que eles pudessem voar. tem que cortar, melhoras, buscar a perfeição rítmica, vc tem ideias e tem que trabalhar elas.
- o segundo poema é meio ininteligível.
- hoje a poesia deve ser imagetica.

Laura C. said...

Esse foi o que eu mais gostei!
Acho que tem alguma coisa muito pessoal nele! Acho que você tem muita sensibilidade!

Pelo que vi, já tem um estilo próprio, bem existencialista - eu gosto disso!

Acho que você pode trabalhar um pouco a pontuação, talvez quebrar em estrofes para dar mais ^}enfase em alguns pontos. De qualquer forma, matéria prima pra trabalhar você tem de sobra! Continue escrevendo!

Beijos!

PS: qualquer dia te mando ums poemas meus para dar uma olhada! A gente trocar palpites recíprocos! (:

Anonymous said...

Ótimo, eu encontrei o que eu estive olhando para