Tuesday, August 23, 2011

“Eu quero que a pintura seja carne. Para mim o quadro é a pessoa”, Lucien Freud.




Lucian Freud me foi apresentado pelo Tate Britain mês passado; uma pequena sala em homenagem a um homem e sua arte. Que homem é esse? Um homem recém falecido, que entra pra uma gama de "fecha parênteses": (1922-2011); sim, o mundo artístico perde mais um pintor fabuloso.
Constantemente lembrado por ser neto de Sigmund Freud, o pintor carrega o dom de escancarar o ser humano; não se contenta com a tinta, ele quer sangue. Se inquieta apenas com a pintura, ele quer a carne. Um pintor de traços fortes, corpos agressivos, temas marcantes; ele busca ir além, além da estética convencional, além do nu e das formas, ele quer o seu mal-estar. Ou não, quem sabe ele só queira proporcionar o bem-estar da realidade crua. É quase uma tentativa sem fim de proporcionar a tranquilidade apresentando a realidade, mas o que ele causa é mais inquietude e mal-estar, sentimentos dignos de um gênio.


- Lucian Freud; "Two Men", 1987-1988, National Galleries of Scotland.
http://www.nationalgalleries.org/collection/online_az/4:322/result/0/511?initial=F&artistId=15810&artistName=Lucian%20Freud&submit=12182

- Lucian Freud; "Reflection (self portrait)", 1885, Private collection.

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