Monday, September 24, 2012

M.P criou com todo carinho, vendo a arrogância de sua V. como uma característica inerente dos fortes; tendo na petulância a confiança de um caráter que cresceria fora dos parâmetros conservadores carregados por uma mulher. Atribuindo a sua filha um peso da conquista do gênero naquela época; cega com a necessidade de se fazer por si, e ser a "volta por cima", ou invés de dar essa volta, deposita no seu amor materno qualquer tipo de cegueira, amor esse responsável pela falta de reprimenda, amor incondicional, que não conseguiu condicionar atos à pessoas. V., sedenta em não possuir a genética que possuía, tinha sua mãe como seu maior pecado, aliás, lhe custava muito entender que era ela quem corrompeu o homem, era ela quem oferecera a fruta de maneira graciosa.; assim, antes de qualquer depois, sem explicação ou motivo de assim o ser. V., apaixonada por nada, possuidora de base nenhuma, negava tudo e qualquer princípio advindo de sua mãe. Oh, pobre V., ruiva dos cachos de ouro, pianista de notas vazias; encontrou na voz um modo de ganhar dinheiro, e esqueceu que sua voz não fala porque nada possui. Ela tem uma boa voz, mas só; sabe aquela serpente roxa que você vê e acha linda, mas jamais levaria para casa? Ohhh, V., mais uma apunhalada, mais um não-entender atrás de não-entenderes, e eu só consigo pensar na falta de reprimenda. Seria o homem sedento de limites? Limites esses impostos pelo outro? Ou seria o homem o limite sem limitações? V. era cega demais para ver que seu limite era sua imaturidade, e demasiado capaz para mostrar para si mesma que o berro tem vez, e as pernas são preciosas. A liberdade ganha de bandeja jogava no tipo oposto, porque tudo que ela queria era muito tapa; doce ilusão, bater e punir não teria ajudado muito. M.P levanta sua saia, e mostra suas pernas; levanta sua saia num gesto de liberdade feminina, guerra dos sexos, ou o sexo das guerras? Guerra interna entre a mãe batalhadora, e a devassa por carinhos. Oh, Mild, enxuga esses olhos, e põe pra dormir esse capeta que você chama de filha. O prazer é seu e nunca lhe foi tirado, não deixe que sua Veda limite a sua Vida, como você não pôde fazer com a dela. Cruel inversões de papéis, mito da castração o quê, nunca esteve maior e mais feroz, quem põe na mesa? olha se não é a pequena V. Mal agradecida, estúpida e ruim; recolha-se and Go to Hell. A genética do qual ela nunca respeitou, pulsa no sangue quente de M.P, cadê a petulância que inspirou a outra geração? Morra, V. Bem Longe de mim. V., filha, solteira, ruiva, cantora, soprano, “exaladora” de sexo e comedora de desejos. M.P, mãe, pai, cozinheira, empresária, casada-divorciada-casada-divorciada-casada, mãe, e anuladora de qualquer amor próprio, exala amor incondicional. Oh, pobre V., quisera Deus tivesse arraigado seus problemas na genética, quisera Deus ter te dado aquele par de pernas; mas Deus te deu petulância e um queixo grande, mon amour. E isso sim, dignifica qualquer um, não M.P?

No comments: