Na manhã eram dois estranhos escondendo os corpos para que a luz não devolvesse realidade ao brilho que a noite anterior fora capaz de criar.
Dois corpos incapazes de perceber a falta de
intimidade, afinal estavam embriagados pelo desejo.
Seria a falta de espaço da cama que os tinha
“desatarracado”? Digo atarracar na acepção animal que flui dela, já que para um
aquilo tudo era o falo e a essência do homem falando mais alto, inerentes ao
macho-alfa. E para o outro o triângulo é apenas o coadjuvante de um
protagonista sem nome.
Sensação estranha de não querer continuar num
jogo sem performances merecedoras de ‘bis’; estranha sensação que não condiz
com o gosto de uísque de seus lábios, ou fora o gosto de seus lábios que não
condizia com os “nãos”.
A noite mal dormida despertara um leão, e a
tarde mal entendida enjaulava-o novamente; enquanto tudo não passara de um
sonho do tímido, se tornava a concretização do lento.
E o que era pra ser uma noite como outra
qualquer entrara no delírio qualquer de uma curta noite.

1 comment:
Coitado...
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