Tuesday, November 27, 2012

Dans l'tourbillon de la vie...



[Gustav Klimt, 1913.] 

Na manhã eram dois estranhos escondendo os corpos para que a luz não devolvesse realidade ao brilho que a noite anterior fora capaz de criar. 
Dois corpos incapazes de perceber a falta de intimidade, afinal estavam embriagados pelo desejo.

Seria a falta de espaço da cama que os tinha “desatarracado”? Digo atarracar na acepção animal que flui dela, já que para um aquilo tudo era o falo e a essência do homem falando mais alto, inerentes ao macho-alfa. E para o outro o triângulo é apenas o coadjuvante de um protagonista sem nome.

Sensação estranha de não querer continuar num jogo sem performances merecedoras de ‘bis’; estranha sensação que não condiz com o gosto de uísque de seus lábios, ou fora o gosto de seus lábios que não condizia com os “nãos”.

A noite mal dormida despertara um leão, e a tarde mal entendida enjaulava-o novamente; enquanto tudo não passara de um sonho do tímido, se tornava a concretização do lento.

E o que era pra ser uma noite como outra qualquer entrara no delírio qualquer de uma curta noite. 


1 comment:

Marco said...

Coitado...